
Terapia celular, células-tronco... Termos que há algum tempo estão entre os mais falados na mídia quando o assunto é avanço tecnológico e benefícios para a sua saúde. O Jeiminho Duarte aborta o assunto no Remussicare de forma simples e acessível para elevar o seu conhecimento sobre o tema.
Mais uma vez estamos aqui, caros leitores! Como vão?
Provavelmente muitos de vocês já ouviram falar em diversas terapias para o tratamento de diversas doenças. A mais comum, sem dúvidas, é a farmacoterapia, onde são utilizados medicamentos a fim de normalizar alterações do nosso organismo (falaremos dela com mais detalhes em post futuros). Todavia hoje trago, um novo método de tratamento inovador, recente e ousado: a terapia celular.
Para quem não conhece, a terapia celular é realizada utilizando-se células-tronco, que são células com o potencial de se diferenciarem em células maduras especializadas, componentes dos tecidos humanos; é como se fossem células “jovens” que, ao crescerem (maturar-se), tornam-se células com função(ões) definida(s) (células do coração, dos ossos, do tecido gorduroso, entre muitas outras). Existem classificações e nomenclaturas que dizem respeito à capacidade de transformação dessas células. Bem grosseiramente, “quanto mais ‘criança’ (jovem [em relação ao tempo de vida do indivíduo]) a célula-tronco for, em uma maior diversidade de células adultas ela pode originar”.
Fisiologicamente, as células-tronco são de fundamental importância para a integridade do nosso organismo. São elas as responsáveis de reconstituir um tecido após algum tipo de lesão. Em queimaduras, por exemplo, durante o processo de regeneração da pele, células-tronco recebem estímulos para se diferenciarem em células epiteliais (da pele) maduras. Baseado na sua função fisiológica fica fácil entender como usá-las terapeuticamente: reconstituir tecidos (e consequentemente órgãos) que não possuem muitas células-tronco, ou que essas são insuficientes para regeneração.
Esse vídeo, exibido em junho de 2011 pelo Jornal Hoje (Rede Globo), mostra um dos muitos sucessos já conseguidos pelo uso dessa terapia.
Fisiologicamente, as células-tronco são de fundamental importância para a integridade do nosso organismo. São elas as responsáveis de reconstituir um tecido após algum tipo de lesão. Em queimaduras, por exemplo, durante o processo de regeneração da pele, células-tronco recebem estímulos para se diferenciarem em células epiteliais (da pele) maduras. Baseado na sua função fisiológica fica fácil entender como usá-las terapeuticamente: reconstituir tecidos (e consequentemente órgãos) que não possuem muitas células-tronco, ou que essas são insuficientes para regeneração.
Esse vídeo, exibido em junho de 2011 pelo Jornal Hoje (Rede Globo), mostra um dos muitos sucessos já conseguidos pelo uso dessa terapia.
Mesmo diante de todo esse avanço tecnológico e benefícios da terapia celular, ainda existe questões que impedem a total liberdade científica no estudo e aplicação dessa terapia. Como falado antes, as células-tronco mais “jovens” possuem a capacidade de formar qualquer tipo celular de um corpo adulto. Essas são as células-tronco embrionárias e denominadas totipotentes. Como é de se imaginar, pelo fato de tais células serem encontradas em embriões, o seu uso é motivo de debates e polêmicas por permearem questões éticas, religiosas, antropológicas e científicas (entre outras).
Antes de qualquer conclusão é importante destacar que células embrionárias não precisam necessariamente ser retiradas de embriões viáveis, ou seja, capazes de fato de originar um novo ser humano. Por questões múltiplas, um embrião pode ser inviável (geralmente por não aderido ao útero da mãe, impossibilitando o seu desenvolvimento), porém podem conservar informações para formar novos tecidos. No Brasil, em 2008, o Supremo Tribunal Federal liberou a pesquisa com esses tipos celulares, propiciando grandes avanços nessa área.
Por outro lado, existem cientistas favoráveis a utilização de células embrionárias oriundas de fertilizações bem sucedidas, o que desperta revolta de uma grande parcela da sociedade; dentre ela os cristãos, que acreditam que a vida se inicia desde a fecundação e não após algum tempo de gestação (como defende alguns pesquisadores) e mesmo no caso de fertilizações in vitro (artificiais) o pensamente persiste: após a concepção, há vida. Além disso, existem situações onde o procedimento não é bem sucedido. Novas células, no caso as células-tronco, podem ser interpretadas pelo nosso organismo como “elementos estranhos”, o que desencadeia um processo de defesa contra o “agente invasor”, o que acarreta algumas problemáticas (que podem ser letais) ao paciente.
Independentemente de opiniões e teses, o fato é que a terapia celular embora ainda muito recente (demandando por parte dos cientistas muita dedicação e trabalho) tem ajudado a salvar vidas. Centenas – quiçá milhares – de indivíduos já têm suas vidas modificadas positivamente pelo sucesso da terapia. Como sempre, aqui no Remussicare o debate permanece aberto! Vale a pena informar-se mais sobre esse tema. Se preferirem, deixem um recado aqui nos comentários que envio links que aprofundam mais o assunto abordado. Vejo vocês na próxima! Até lá! o/
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