quinta-feira, 3 de maio de 2012

Bem-estar | Até a 'limpeza' requer cuidados especiais


Bem-estar sempre! É por isso que o Remussicare investe em informações práticas e eficazes que fazem a diferença para você e sua família. Hoje o Jeiminho Duarte faz considerações importantíssimas e traz informações sobre o uso do álcool doméstico.



Olha eu aqui de novo, gente! Como tem sido os dias?

A vida atribulada e extremamente dinâmica predominante nos dias atuais contribui em muito com a propagação de doenças infectocontagiosas (aquelas que são causadas por vírus e bactérias). Dessa forma, cresce cada vez mais o número de pessoas preocupadas em evitar as contaminações que nos cercam através de mudanças de hábitos e uso de produtos disponíveis. Dentre esses produtos, o famoso “álcool a 70” torna-se um bom aliado contra essas infecções. Mas sua utilização requer algumas observações.

Primeiramente, por que "álcool a 70"? Esse é o nome popular para “álcool etílico hidratado 70° INPM”, que em outras palavras, significa dizer que é uma solução contendo 70% de álcool e 30% de água. Porém, se é o álcool que mata as bactérias (e alguns vírus) por que não usá-lo puro, ou seja, 100% de álcool? As bactérias são revestidas por uma membrana constituída de várias moléculas diferentes. Essa membrana resguarda no interior dessa célula moléculas vitais para o microorganismo (como proteínas). Se usássemos álcool puro para tentar eliminá-la, a alta concentração do álcool desidrataria essas moléculas que compõem a membrana da bactéria e o álcool não entraria na célula. Dessa forma as moléculas vitais (como as proteínas) não seriam “desarranjadas” e continuariam exercendo sua função normalmente, mantendo a bactéria ainda viva. Caso ocorresse o contrário, se a concentração do álcool fosse abaixo de 70%, mesmo que esse entrasse na célula, não teria o poder de “desarranjar” as moléculas vitais.

Outra coisa importante de ser informada é que não existe diferença na eficiência entre as formas líquida e em gel do produto, porém o líquido apresenta maiores riscos em relação a queimaduras (devido ao poder inflamável da substância e por ser mais fácil sua propagação), portanto, cuidado! Outro fato é que nem todas as marcas de álcool são tão eficientes como esperado. Sendo assim, uma dica importante é fazer uma pesquisa de qual produto é realmente eficaz em relação à eliminação de bactérias e vírus. Pela internet é fácil fazer essa busca. Também é importante dizer que a bactéria “não morre afogada”! Ou seja, não adianta “encharcar” a região com o álcool, basta aplicar de forma que a pele fique úmida. Isso ajuda a reduzir o gasto desnecessário do produto. E lembrem-se: nem todas as bactérias e vírus são eliminados com o “álcool a 70”!

Mesmo com tanto benefícios, alguns profissionais não aprovam de forma satisfatória a comercialização indiscriminada (inclusive entre crianças!) do “álcool a 70” tanto na forma líquida quanto gel. E o motivo é simples: álcool é uma substância inflamável e importante agente causador de queimaduras bastante graves em alguns centros hospitalares. A difusão do uso desse tipo de álcool, principalmente depois do recente surto da gripe A H1N1, aumentou os casos de queimaduras nesses centros. Portanto, a recomendação é simples: embora inflamável, o álcool também é uma substância muito volátil (evapora facilmente). Portanto é sensato esperar o álcool secar antes de retomar as atividades. Também pode ser uma alternativa a substituição do seu uso pela simples atitude de lavar as mãos com água e sabão (método de limpeza também bastante eficiente) ao notar as mãos sujas, por exemplo.

Além disso, como já falado, o álcool é um importante agente desidratante. Seu uso constante e em grandes quantidades pode ressecar as mão, retirando a oleosidade natural da pele, que é extremamente importante em diversos processos, inclusive de proteção (por incrível que pareça) contra micróbios.

Como é possível ver, a utilização de “produtos protetores” demanda uma atenção especial. Obviamente, tentar se prevenir contra doenças é a melhor forma de não tê-las. No entanto vale salientar que deve ser incorporadas a isso mudanças de comportamento. Evitar colocar as mãos na boca e olhos, lavar as mãos, ter cuidados especiais com a conservação de alimentos (falaremos sobre esse tema brevemente) são alguns exemplos claros que é possível combater doenças de forma simples e barata! Lembrem-se: a prevenção é o melhor remédio! Vejo vocês no próximo post! ;D

Arquivo: Coluna Cidadania e Bem-estar

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