Quando dizemos que 'Rir é o melhor remédio' esteja certo que essa afirmação vai muito além do senso comum. O Jeiminho Duarte mostra o quão valoroso é cuidar das pessoas hospitalizadas num todo e não apenas curar suas doenças.
Cumprindo mais uma vez o compromisso da coluna Bem-Estar em abordarmos a saúde no seu sentido mais amplo, dessa vez eu trago uma boa reflexão sobre uma temática cada vez mais evidenciada no nosso cotidiano e não nos damos conta disso. Embora não seja um ambiente de rotina para a maioria das pessoas, com certeza todos nós já precisamos um dia de um serviço hospitalar por diversos motivos: uma consulta de emergência, uma cirurgia, a realização de um exame ou simplesmente acompanhando um amigo ou ente querido num estado desconfortável.
Infelizmente enfrentamos vários problemas no que diz respeito aos hospitais (sejam eles maiores ou menores, públicos ou privados). A falta de medicamentos, equipamentos defeituosos e profissionais não tão bem qualificados com certeza têm comprometido em muito a eficiência do serviço prestado. Todavia, pouco se fala sobre um aspecto fundamental: a falta de humanidade do ambiente hospitalar. Deparamos-nos com médicos um tanto quanto rudes, enfermeiros que trabalham de forma mecânica a ponto de não saber sequer o nome do paciente atendido, técnicos extremamente negligentes e insensíveis à dor e carência do enfermo. E isso tem tomado uma relevância bastante expressiva no processo da evolução da cura. (Lembrando que caso essa situação ocorra, deve-se denunciar imediatamente ao setor de assistência social que já existe na maioria das instituições. Caso não exista, é recomendado contatar a administração do hospital, clínica, ou postos de saúde a fim de que o profissional seja devidamente reorientado em suas condutas).
Convenhamos que o ambiente hospitalar já é para a maioria das pessoas maçante, cheio de horários, regras e restrições. E se, infelizmente, for necessária uma permanência maior no meio, há afastamento dos familiares, amigos e das atividades cotidianas que já fazem parte da nossa vida. Isso nos oferece uma visão deturpada da proposta de local. Tanto que ao fazer a pergunta “qual é a função do hospital?” ouvimos com frequência “curar doenças” e na verdade não é bem esse o propósito. Atualmente, para a Organização Mundial de Saúde, o termo “saúde” é muito mais abrangente do que simplesmente “ausência de doenças”. Está intimamente relacionado com bem-estar, que por sua vez, presume-se a plenitude do indivíduo - seja física, emocional, social, profissional, econômica e inclusive ambiental. Em outras palavras, “estar bem” é “estar pleno”!
É baseado nessas conclusões e acreditando nesse ideal que existem grupos que se doam a fim de alcançar tal propósito. Um dos mais famosos é o “Doutores da Alegria”. Em todo o país, diversos profissionais (desde atores a médicos, passando por eletricistas) que tem como alvo alcançar sorrisos dos pacientes em vários hospitais, além de atendê-los de uma forma mais dinâmica quebrando um pouco da rotina estressante que porventura possa existir. Abaixo temos um vídeo que ilustra esse trabalho:
Mas eles não estão sozinhos! No hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, por exemplo, o Programa MAIS (Manifestações de Arte Integradas à Saúde) também realiza esse trabalho de humanização. Nesse caso, não só a “palhaçoterapia” é utilizada. O programa também se utiliza de contação de histórias, artesanato e apresentações musicais, entre outras manifestações artísticas. Tudo no ambiente do hospital, minimizando a angústia que esse “confinamento” pode trazer.
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| Esse grupo do "Projeto Mais" realiza apresentações artísticas no hospital. Um trabalho muito bacana! |
Os benefícios? Muitos pacientes evoluem para a cura mais rapidamente depois a visitas de “grupos humanitários”. Como já se sabe a parcela psicológica de uma determinada doença é relevante. Quanto maior o estresse ou tensão, por mais tempo o problema permanece instalado. Dessa forma, concluímos que o humor, a paz e a sensação de “leveza” contribuem de forma direta para a melhoria da qualidade de vida não apenas das pessoas acometidas por doenças, mas também de todos!
Nesse contexto, fica a mensagem que o lúdico e o divertido são necessários. Se você se interessou sobre o trabalho dos grupos apresentados (ou gostaria de conhecer mais sobre outros que estão espalhados por todo o país) não se constranja! Pesquise acerca desses grupos que também não só beneficiam hospitais, mas também asilos e escolas, entre outros. Quem sabe você não será o próximo a ajudar?! Afinal “não estamos aqui para ‘curar doenças’, e sim promover saúde”! Até a próxima!


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