
Qual o verdadeiro papel de uma torcida organizada? Assunto debatido e rebatido em toda e qualquer roda de conversa, goste você de futebol ou não! Ampliar a discussão sobre o tema é o papel do Remussicare nesse post do Jean Falcão.
Todo final de campeonato – de futebol em nosso caso mais específico - é a mesma coisa! E não, não estou falando dos gols, da expectativa, dos estádios lotados e muito menos do que o dito “futebol paixão nacional” é capaz de fazer. Falo sobre as torcidas organizadas, infelizmente tão conhecidas pelo caos que se tem evidenciado em seu nome nas maiores - e até naquelas não tão grandes assim - cidades do país.
Organizar-se é direito, e não, não vou fazer coro a quem defende o fim desta forma em particular. Como todo direito, evidentemente, acarreta deveres resumidos em respeito a quem quer que seja em sua dignidade, segurança e necessidades básicas comuns afins. Sim, esta conversa novamente! Sempre pertinente, né?
Neste caso, a questão envolve, principalmente, jovens - parcela da sociedade mais afetada por nossas deficiências gerais em educação, saúde, mobilidade urbana, emprego e segurança. Historicamente, situar a juventude à margem foi alternativa adotada. Em relação às torcidas organizadas acredito que seja assim também, sistematicamente; jovens.
Violência se resolve com educação e segurança de qualidade, evidentemente. Faltam os dois. É perceptível a ausência declarada de medidas normativas e reguladoras, para que se defina o que pode e o que não pode.
Juntam-se três ou quatro pessoas, vestem a camisa de um time qualquer que seja e fazem o que querem dizendo-se em nome daquele time e pronto: temos uma “torcida organizada”. Reverter isso é, sem dúvida, a solução mais adequada para garantir os direitos e punir as irresponsabilidades; avançar na instituição do bem-estar coletivo enfim. Tô certo?
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