
Essa semana o Remussicare inicia uma série de matérias que levarão até você todas as informações sobre um grande mal da atualidade: a obesidade. Nessa série de 6 posts, Jeiminho Duarte abordará vários temas relacionados ao assunto e o primeiro tratará da relação entre a estética e a obesidade.
Série Obesidade - Parte 1: A briga contra a balança vai além da estética
Não é difícil encontrarmos pessoas insatisfeitas com o peso. Seja para mais ou para menos. Esse descontentamento pode surgir através de um problema de saúde; por necessidades físicas, como é o caso de atletas (mesmo que amadores); ou pelo simples desgosto com a própria aparência. Independente da causa, o fato é que o corpo deixou de ser apenas um “cartão de visitas” e tem sido o próprio visitante, em muitos casos. Mesmo com a existência do oposto, é inegável o quão cotidiana é a “briga contra a balança”. É bastante comum o relato de gente que não se aprova e tenta reduzir o peso a qualquer custo, independente (como dito anteriormente) da motivação.
Embora repetidamente evidenciado e discutido, falar de obesidade nos nossos tempos sugere entusiasmo para alguns, sobretudo pelo que isso representa diante da sociedade. Mas por incrível pareça a maioria das pessoas tratam a temática ainda com certa negligência. Segundo dados do Ministério da Saúde, no ano de 2003, 40,2% da população brasileira estavam com excesso de peso e 11% eram classificados como obesos Já em 2006, 7,3% das crianças brasileiras com menos de 5 anos já apresentavam um excesso na massa corpórea. Esses dados são de fato alarmantes e é aqui apresentado como um problema de saúde pública.
Alguns preferem dizer que hoje a obesidade é uma epidemia. Na verdade, prefiro classificá-la como uma pandemia, já que (literalmente) todo o mundo está sujeito ao acometimento, sobretudo pelo modo de vida moderno vigente. É uma doença multifatorial (envolvendo complexos fatores que vão desde a genética até questões sociais) que não tem distinção de idade, gênero, etnia ou qualquer outra variante. Uma “doença que desencadeia doenças”. Mesmo com alguns termos técnicos e “complicados”, essa tabela ilustra o número de complicações secundárias à obesidade, ou seja, desencadeadas por ela:
Fonte: PEREIRA, Luciana O et al. Obesidade: Hábitos Nutricionais, Sedentarismo e Resistência à Insulina. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, Campinas, SP e São Paulo, SP,
v. 47, n. 2, p.111-127, 07 abr. 2003. Mensal.
Nesse vídeo (publicado na rede em 2011), o famoso médico Drauzio Valela resume o problema em questão. Vale a pena o clique:
Nesse sentido, o Remussicare a partir de hoje aprofunda o tema na perspectiva de maiores esclarecimentos e exposição de algumas curiosidades. O que pode influenciar ainda mais o quadro? O que comer? Qual exercício é mais eficiente? Existem formas de tratamento? Qual é a melhor forma de perder aqueles “quilinhos”? Dessa forma, buscamos aperfeiçoar mais os conhecimentos na tentativa de uma mudança, pelo menos, de pensamento. Muito mais do que uma questão apenas física, precisamos rever o nosso olhar no que diz respeito a saúde! A obesidade precisa ser ressaltada como um dos grandes vilões desse século e assim o faremos.



Olá Jeimison, parabéns pelos textos.
ResponderExcluirQuais suas inspirações pelo interesse em publicar estas informações sobre saúde?
Qual a relação atual ou futura do seu curso com a publicações que vc posta aqui?
Abraços
Olá! Obrigado por gostar dos textos!
ResponderExcluirBom.. escrevo no Remussicare sobre saúde por achar que o mínimo que sei acerca dos temas podem e devem ser compartilhados de forma a difundir uma nova visão sobre saúde. Se não nova por completo, pelo menos um outro ponto de vista, uma outra linguagem.
EM relação ao link entre os temas e o meu curso, existe não apenas uma relação futura como presente. Como faço Biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco, posso lhe assegurar que não existe profissional da área de saúde com uma visão tão abrange e peculiar sobre a própria saúde como o profissional biomédico. Baseado em muita leitura (inclusive e principalmente de artigos científicos) e pesquisa, procuramos entender mais sobre a vida e tudo que nos cerca. De fato, somos curiosos. Embora ainda não posso ser específico em determinada área, uma visão geral pode ser passada sem nenhum tipo de confusão de ideias.
Espero ter respondido. Obrigado mais uma vez! =D